sábado, 16 de março de 2013

Minerim provando vinho...kkkkkkkkkkkkk

Sou mineira com muito orgulho e mais orgulhosa ainda de ser brasileira, terra de gente boa que faz piada de tudo...kkkkkkkkkkkkkk

                                        *Degustação de vinho em Minas
*- Hummm...
- Hummm...
- Eca!!!
- Eca?!
Quem falou Eca?
- Fui eu, sô! O senhor num acha que esse vinho tá com um gostim estranho?
- Que é isso?! Ele lembra frutas secas adamascadas, com leve toque de
trufas brancas, revelando um retrogosto persistente, mas sutil, que enevoa
as papilas de lembranças tropicais atávicas...
- Putaqueupariu sô! E o senhor cheirou isso tudo aí no copo ?!
- Claro! Sou um enólogo laureado. E o senhor?
- Cêbêsta sô, eu não! Sou isso não senhor!! Mas que isso aqui tá me
cheirando iguarzinho à minha egüinha Gertrudes depois da chuva, lá isso tá!
- Ai, que heresia! Valei-me São Mouton Rothschild!
- O senhor me desculpe, mas eu vi o senhor sacudindo o copo e enfiando o
narigão lá dentro. O senhor tá gripado, é ?
- Não, meu amigo, são técnicas internacionais de degustação entende? Caso
queira, posso ser seu mestre na arte enológica. O senhor aprenderá como
segurar a garrafa, sacar a rolha, escolher a taça, deitar o vinho e,
então...
- E intão moiá o biscoito, né? Tô fora, seu frutinha adamascada!
- O querido não entendeu. O que eu quero é introduzi-lo no...
- Mais num vai introduzi é nada e nunca! Desafasta, coisa ruim!
- Calma! O senhor precisa conhecer nosso grupo de degustação. Hoje, por
exemplo, vamos apreciar uns franceses jovens...
- Hã-hã... Eu sabia que tinha francês nessa história lazarenta...
- O senhor poderia começar com um Beaujolais!
- Num beijo lê, nem beijo lá! Eu sô é home, safardana!
- Então, que tal um mais encorpado?
- Óia lá, ocê tá brincanu com fogo...
- Ou, então, um suave fresco!
- Seu moço, tome tento, que a minha mão já tá coçando de vontade de metê um
tapa na sua cara desavergonhada!
- Já sei: iniciemos com um brut, curto e duro. O senhor vai gostar!
- Num vô não, fio de um cão! Mas num vô, memo! Num é questão de tamanho e
firmeza, não, seu fióte de brabuleta. Meu negócio é outro sô...
- Então, vejamos, que tal um aveludado e escorregadio?
- E que tal a mão no pédovidu, hein, seu fióte de Belzebu?
- Pra que esse nervosismo todo? Já sei, o senhor prefere um duro e macio,
acertei?
- Eu é qui vô acertá um tapão nas suas venta, cão sarnento! Engulidô de
rôia!
- Mole e redondo, com bouquet forte?
- Agora, ocê pulô o corguim! E é um... e é dois... e é trêis! Num corre,
não, fiudap...! Vorta aqui que eu te arrebento seu coisa esquisita!... *

Luiz Fernando Veríssimo*

Quem sou eu

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Faço pintura em tecidos crochê entre outros.Amo o que faço...