sexta-feira, 22 de março de 2013

Assombração?!?!?!


Quando era criança, passávamos as férias sempre em uma fazenda de um primo de meu pai, que era bem mais velho que ele. Esse pri
mo, que prefiro não citar o nome, era um desses homens que não acreditava em nada que fosse sobrenatural, para ele, qualquer tipo de história estranha, não passava de folclore, medo ou crendice popular. Ria muito, quando ouvia qualquer tipo de história estranha, mas adorava ouvi-las  assim mesmo. Em uma dessas férias, que passávamos julho inteirinho, porque além de serem férias escolares, coincidiam com as férias do meu pai, que na época era funcionário público federal, o primo do meu pai contou uma história estranha, que só fiquei sabendo anos mais tarde quando já era mocinha.
Ele contou que precisou ir até a cidade em um daqueles dias passados e era uma noite de lua cheia, dessas bem claras.
Na época ele tinha um caminhãozinho Ford 1929, mas preferiu ir à cavalo. Naquele tempo, os homens, principalmente fazendeiros, costumavam andar armados, por essas estradas, para o caso de toparem com algum animal feroz, como lobos e onças, ou cobras.E ele estava com um revolver na cintura, que ele chamava de meu 38.
A fazenda tinha 3 porteiras que fechavam uma estrada estreita e ladeada por mato dos dois lados, até chegar na sede.
Já passava da meia noite, quando ele voltava para casa. Ao chegar perto da primeira porteira avistou há uns 5 metros à frente, parado em frente à porteira, um enorme cão negro, que o olhava de forma ameaçadora. O primo do papai, bateu com as esporas na barriga do cavalo para que ele avançasse à frente e esse se negou a continuar. Tentou mais uma vez e o cavalo desesperado tentava voltar atrás, apavorado, mas não seguiu em frente. O cão continuava ali, sem mexer um músculo sequer, apenas olhava os dois. De repente o cão, voltou-se para o lado e entrou mato adentro. Nesse instante o cavalo seguiu em frente, o primo sem descer do cavalo, abriu passou e fechou a porteira. Seguiu rumo à segunda porteira. A todo galope, chegou na segunda porteira e mais uma vez se deparou com aquele cão estranho e de olhos avermelhados e tudo o que havia acontecido na primeira porteira, aconteceu de novo e mais uma vez, o cão se foi mato adentro.
E mais uma vez o primo se foi à galope, dessa vez ainda mais ligeiro. Para que aquele cão o encontrasse de novo seria impossível, a menos que alguém o levasse em um carro que estivesse mais à frente. Aproximou-se da terceira e última porteira e lá estava aquilo de novo.
Desta vez antes de fazer o cavalo andar à frente ele começou a analisar a situação e percebeu, que aquele cão não estava respirando forte, com a língua para fora, como faria qualquer cão que tivesse corrido tanto, muito pelo contrário, ele não mexia nem um músculo e estava ali parado come se não tivesse corrido. De novo o primo joga o cavalo em cima do cão e esse refuga e desta vez quase derruba o primo na chão. Ele se assustou e pensando estar diante de um cão louco, gritou; de onde você veio, o que é você? E pegando o revólver deu um tiro no cão, que não saiu,mais um tiro e outro e outro, os cinco e nenhum saiu, tudo o que se ouvia era um pequeno estalo vindo do revólver. De novo o cão o observe e entra no mato e de novo ele abre e fecha a porteira sem descer do cavalo. Chegando na sede da fazenda, contou o ocorrido à esposa e constatou, essas balas estão molhadas, por isso os tiros falharam, quer ver? E voltando o revolver para o alto e para mostrar à esposa que as balas estavam molhadas por algum motivo disparou o primeiro tiro, o segundo, o terceiro, os cinco tiros e todas saíram em forte estampido. Contou ele que nesse momento se arrepiou e se perguntou, o que era aquele cão.Uma coisa ficou clara, ele nunca mais debochou de nada que alguém contou.


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Faço pintura em tecidos crochê entre outros.Amo o que faço...